Outros nomes: EGFR PCR EM TEMPO REAL, MUTAÇÃO NO GENE EGFR POR PCR EM TEMPO REAL, MUTAÇÃO NO GENE EGFR (EXON 18 A 21) PCR EM TEMPO REAL
I - Informações sobre o exame:
Este exame consiste na análise de alterações presentes no gene EGFR e é feito em peças cirúrgicas ou em fragmentos de biópsia de carcinoma de pulmão de não pequenas células (NSCLC).
II - Critérios de realização:
Para a realização do exame, é necessário apresentar solicitação médica.
É imprescindível que seja fornecida uma cópia do laudo original da análise do material.
Fragmentos de tecido devem estar fixados em formalina 10% tamponada e emblocada em parafina. A fixação deve ser preferencialmente de, no mínimo, seis horas e, no máximo, de 48 horas. A adoção desse cuidado e a coleta de amostras suficientemente volumosas do tumor garantem o sucesso do teste.
Os blocos de parafina devem ser conservados à temperatura ambiente por, no máximo, 12 meses.
Caso sejam enviadas somente lâminas para a análise, há necessidade de, pelo menos, dez lâminas (seção de 5 µm de espessura) não coradas e de uma corada por hematoxilinaeosina (HE). As lâminas precisam ser conservadas à temperatura ambiente por, no máximo, 30 dias.
Este exame deve ser realizado em amostra de tecido que contenha, no mínimo, 10% de conteúdo tumoral por área.
É necessário o envio de questionário devidamente preenchido.
Obrigatório enviar cópia do laudo histopatológico.
Enviar o material (lâminas, esfregaços, material fresco ou blocos de parafina) à Seção de Anatomia patogênica junto com cópia do laudo original (quando o material não tiver sido analisado no Fleury) em temperatura ambiente.
Extração de DNA seguida de PCR em Tempo Real. Teste capaz de detectar, de forma qualitativa, as mutações de substituição G719X no éxon 18, mutações de deleção no éxon 19, as mutações de substituição T790M e S768I no éxon 20, mutações de inserção no éxon 20 e as mutações de substituição L858R e L861Q no éxon 21. Mutações detectadas quando presentes em pelo menos 5% dos alelos.
Mutação não detectada.
Este teste possibilita detectar, de forma qualitativa, as mutações de substituição G719X no éxon 18, mutações de deleção no éxon 19, as mutações de substituição T790M e S768I no éxon 20, mutações de inserção no éxon 20 e as mutações de substituição L858R e L861Q no éxon 21, que podem auxiliar no direcionamento do tratamento do paciente. Estudos clínicos demonstraram que pacientes com carcinoma de pulmão de não pequenas células (NSCLC) com mutações somáticas nos éxons 19 (deleções) e 21 (p.L858R) respondem melhor aos inibidores de tirosinoquinase do EGFR, como gefitinibe e erlotinibe, do que os indivíduos sem mutação (Pao W et al. PNAS 2004;101:1330611). Entretanto, foram relatados casos de resistência ao gefitinibe e ao erlotinibe na presença de segunda mutação, principalmente a associação de p.T790M e deleção no éxon 19 ou de p.T790M e p.L858R (Balak MN et al. Clin Cancer Res 2006;12:64946501).
Este teste avalia simultaneamente as regiões hotspots no gene EGFR por meio de PCR em tempo real. O exame deve ser realizado em amostra de tecido que contenha, no mínimo, 10% de conteúdo tumoral por área.