Inibina B, soro

Orientações necessárias

- O cliente deve apresentar documento de identidade (RG).

Processamento e adequação da amostra

- Aguardar 30 minutos. - Centrifugar a 2.200 g, por 10 minutos, a 18ºC. - Aliquotar 1 mL de soro em tubo de alíquota padrão. - Enviar a seção refrigerado. - Atenção: - Amostras com alto índice de hemólise não serão aceitas. Estabilidade da amostra: - Temperatura ambiente: não aceitável; - Refrigerada (2-8ºC): 7 dias; - Congelada (-20ºC): 90 dias.

Método

- Ensaio de imunoabsorção enzimática (ELISA).

Valor de referência

FEMININO - 0 à 23 meses: Inferior a 111 pg/mL. - 2 à 4 anos: Inferior a 44 pg/mL. - 5 à 7 anos: Inferior a 27 pg/mL. - 8 à 10 anos: Inferior a 67 pg/mL. - 11 à 13 anos: Inferior a 120 pg/mL. - 14 à 17 anos: Inferior a 136 pg/mL. - Fase folicular: Inferior a 139 pg/mL. - Fase lútea: Inferior a 92 pg/mL. - Pós-menopausa: Inferior a 10 pg/mL. MASCULINO: - 0 à 23 meses: Inferior a 430 pg/mL. - 2 à 4 anos: Inferior a 269 pg/mL. - 5 à 7 anos: Inferior a 184 pg/mL. - 8 à 10 anos: Inferior a 214 pg/mL. - 11 à 13 anos: Inferior a 276 pg/mL. - 14 à 17 anos: Inferior a 273 pg/mL. - Adultos: Inferior a 399 pg/mL.

Interpretação e comentários

- A inibina é um hormônio polipeptídico heterodimérico secretado pelas células da granulosa do ovário e pelas células de Sertoli dos testículos. Suprime seletivamente a secreção do hormônio foliculoestimulante (FSH) na hipófise e possui também ações parácrinas nas gônadas. - A inibina consiste em um dímero de duas subunidades homólogas, uma subunidade alfa e outra unidade beta A ou beta B, para formar as inibinas dos tipos A e B, respectivamente. Em mulheres, a inibina A é produzida principalmente pelo folículo dominante e pelo corpo lúteo, enquanto a B provém principalmente de folículos pré-antrais em desenvolvimento. - Os níveis séricos desses hormônios flutuam durante o ciclo menstrual. A inibina A apresenta baixas concentrações na fase folicular precoce, eleva-se na ovulação e atinge o valor máximo na fase lútea média. Em contraste, a inibina B aumenta na fase folicular precoce, atinge seu pico na fase folicular média, no início do declínio do FSH, e diminui na fase folicular tardia. Existe um pico de curta duração, dois dias após o pico de hormônio luteinizante (LH), no meio do ciclo. Contudo, seus níveis permanecem baixos durante a fase lútea. O perfil de flutuação da inibina B sugere que ela desempenhe um papel na regulação da foliculogênese por meio de um feedback negativo sobre a produção de FSH. Na menopausa, com o esgotamento dos folículos ovarianos, oss níveis de inibinas A e B tornam-se muito baixos ou indetectáveis. - Elevações de inibina B são relatadas em 89% a 100% dos pacientes com tumores ovarianos de células da granulosa. Nessas mulheres, a dosagem desse hormôniopode ser cerca de 60 vezes mais alta que o valor de referência. A frequência da elevação varia entre os estudos, provavelmente devido às especificidades dos diferentes anticorpos utilizados no imunoensaios. A inibina B parece ser também um marcador para tumores epiteliais mucinosos, pois de 55% a 60% deles cursam com valores aumentados desse hormônio. Por outro lado, as inibinas não constituem um bom marcador de tumores epiteliais não mucinosos. Em geral, o aumento da inibina total ocorre em 15% a 35% dos casos de câncer epitelial não mucinoso do ovário. - As inibinas parecem ter um papel complementar ao CA-125 como um marcador de câncer de ovário. O CA-125 não é bom marcador para tumores ovarianos de células da granulosa, bem como para os mucinosos. As inibinas mostram melhor desempenho nesses dois tipos de neoplasia ovariana. Vale lembrar que a maioria dos estudos que envolvem as inibinas A e B como marcadores desse câncer tem sido limitada às mulheres na pós-menopausa, situação em que os níveis de tais hormônios são normalmente muito baixos. Isso porque, em virtude das concentrações variáveis de inibina conforme o ciclo menstrual e, portanto, sua interpretação é são difícil durante a de menacme. - A inibina B, em particular, também pode ser utilizada como um dos marcadores de reserva ovariana. Seus níveis, quando medidos na fase folicular precoce do ciclo menstrual (dia 3), refletem indiretamente o número de folículos no ovário. No entanto, se interpretados isoladamente, esses resultados são bastante inconsistentes, razão pela qual seu uso para esse fim tem sido abandonado. A concentração de inibina B para predição de resposta ao tratamento de fertilização in vitro não foi estabelecida com o presente ensaio. Os exames geralmente solicitados para avaliação da reserva ovariana em pacientes que estão em acompanhamento para a realização de reprodução assistida incluem o FSH, a inibina B no terceiro dia do ciclo e a dosagem de hormônio antimülleriano. - No sexo masculino, a inibina B mostra-se mais elevada nos homens com fertilidade normal do que naqueles com infertilidade e espermatogênese anormal. A inibina B sérica, quando utilizada em combinação com o FSH, é um marcador mais sensível da espermatogênese do que o FSH isoladamente. No entanto, o nível ótimo de inibina B para avaliar a infertilidade masculina não foi estabelecido com este ensaio.

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